O problema
O registro é obrigatório. O tempo gasto nele não é atendimento.
Psicólogo brasileiro passa horas por semana escrevendo evolução, e escreve depois do expediente. O registro é dever ético e documental — mas o tempo gasto nele não é sessão, não é supervisão e não é descanso.
Transcrever automaticamente resolve parte disso. O resto, que é o que decide se a ferramenta serve a um profissional que responde perante o Conselho, está em como o texto gerado é tratado depois.
Como funciona
Quatro passos, e o áudio não sobrevive ao segundo.
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01
Grava
Com consentimento escrito, separado e revogável em um clique.
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02
Transcreve e apaga
O áudio é apagado no mesmo processo que o transcreve. Não há tela para ouvir de novo.
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03
Sugere
O modelo recebe texto de-identificado e devolve um rascunho — que nasce pendente.
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04
Você decide
Nada entra no prontuário sem sua aprovação. Fica registrado quem aprovou, quando, e o que mudou.
Decisões de arquitetura
O que foi decidido antes de escrever a primeira linha de código.
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Nada de IA entra sem revisão
Toda saída do modelo nasce como rascunho pendente. A promoção para registro clínico exige ação do profissional e grava quem aprovou, quando, e o que foi alterado em relação à sugestão.
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O áudio é efêmero
A gravação existe apenas entre o envio e o fim da transcrição, e é apagada no mesmo processo. Não há tela para ouvir a sessão de novo, porque não há áudio guardado.
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Nenhum dado treina modelo
Exigência contratual com todo provedor de IA, e não apenas configuração. O texto enviado ao modelo passa antes por de-identificação.
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Os dados ficam no Brasil
Banco, arquivos e chaves de criptografia em São Paulo. Cada campo sensível é cifrado individualmente, com chave própria por organização.
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Camadas de visibilidade
O prontuário tem camadas separadas no próprio modelo de dados. Protocolos e resultados brutos de teste não são acessíveis ao paciente em nenhuma hipótese, como determina a resolução do CFP.
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Responsável legal tem escopo curado
Quem acompanha um menor vê agenda, presença, cobrança e as tarefas que o psicólogo liberou — nunca evolução clínica ou conteúdo de sessão.
Base normativa
Cada decisão acima responde a uma norma específica.
Não são preferências de produto. São o que a lei e o Conselho exigem de quem guarda registro clínico.
- LGPD
- Dado de saúde é dado pessoal sensível (art. 11), e a lei veda seu compartilhamento entre controladores com vantagem econômica (art. 11 §4º).
- Resolução CFP 001/2009
- Separa o prontuário liberável do registro documental restrito e dos protocolos de teste.
- Resolução CFP 13/2022
- Trata a gravação como parte do registro documental, o que altera a guarda exigida.
- Código de Ética Profissional
- Art. 13, sobre o limite do que se comunica ao responsável legal; art. 18, sobre sigilo.
- Orientações do CFP sobre IA
- Revisão integral, autoria assumida pelo profissional e transparência de que houve ferramenta de apoio.
Quem está construindo
Uma empresa brasileira, com um produto ainda em desenvolvimento.
Darlan Caruso — fundador e desenvolvedor. O produto é construído por uma pessoa, em público quanto às decisões de arquitetura.
O produto está sendo construído em público quanto às decisões de arquitetura: as escolhas de segurança, retenção e visibilidade descritas nesta página estão implementadas ou em implementação, e cada uma tem a norma que a motiva registrada junto ao código.
Contato
Procuramos psicólogos dispostos a dizer o que está errado.
Antes do lançamento, estamos conversando com profissionais que topem olhar o produto e apontar o que não serve. Sem compromisso e sem venda.
contato@usepsyco.com.br